Por: Edivan Costa
02/05/2025
Durante o dia, as plantas realizam a fotossíntese, processo no qual absorvem dióxido de carbono (CO₂) e liberam oxigênio (O₂). No entanto, à noite, esse processo é invertido: ocorre a respiração vegetal.
À noite, as plantas continuam ativas — mesmo sem a luz solar. Um processo importante que ocorre nesse período é a respiração celular, um mecanismo essencial para a sobrevivência vegetal.
Diferente da fotossíntese, que acontece durante o dia, a respiração noturna consome oxigênio e libera dióxido de carbono (CO₂), o que pode impactar o ambiente ao redor, principalmente em locais com vegetação densa.
Vamos entender as etapas desse processo:
Durante a noite, como não há luz suficiente para realizar a fotossíntese, as plantas não produzem oxigênio. Em vez disso, elas passam a utilizar o oxigênio disponível no ar para manter suas funções vitais. Esse oxigênio entra pelos estômatos (poros nas folhas) e pelas raízes, sendo levado até as células da planta.
Esse oxigênio é essencial para que as plantas quebrem a glicose (açúcar que produziram durante o dia), liberando energia (ATP) para suas atividades internas, como o crescimento, reparo celular e absorção de nutrientes.
Ao usar oxigênio para quebrar a glicose, o subproduto natural é o dióxido de carbono (CO₂). Esse gás é então liberado no ambiente pela planta, também através dos estômatos. Ou seja, à noite, as plantas se comportam como nós, seres humanos: respiram oxigênio e soltam gás carbônico.
Durante o dia, as plantas realizam a fotossíntese: absorvem CO₂ e, com a ajuda da luz solar, produzem oxigênio como subproduto. Esse processo equilibra os gases do ambiente, mantendo o ar fresco e rico em oxigênio.
No entanto, à noite, esse mecanismo para. Não há produção de oxigênio para compensar o que está sendo consumido.
Assim, o ambiente pode começar a acumular dióxido de carbono, especialmente em locais fechados ou com muita vegetação agrupada, como estufas, bosques densos, ou mesmo dentro de quartos cheios de plantas.
Embora as plantas não “roubem oxigênio” como um mito popular diz, elas realmente reduzem levemente a concentração de oxigênio no ar durante a noite, especialmente quando há muitas plantas em um espaço fechado ou sob copas densas de árvores.
Essa redução no oxigênio, somada ao aumento do CO₂, pode causar leve hipóxia (falta de oxigênio no corpo) em pessoas sensíveis, como crianças, idosos ou quem tem problemas respiratórios.
Em regiões rurais, é comum ouvir relatos de pessoas que sentiram:
Esses sintomas são causados pela queda na qualidade do ar local, não por alguma “ação maligna” da planta — como crendices antigas costumavam propagar.
A respiração noturna das plantas é um processo natural e vital, mas, em ambientes sem ventilação adequada ou sob grandes massas verdes densas, pode gerar um desequilíbrio temporário na concentração dos gases do ar, o que explica os desconfortos leves em algumas situações.
Por isso, uma dica prática para quem gosta de plantas em ambientes internos é:
Esse tipo de informação une ciência, experiência rural e sabedoria popular, sendo útil para moradores do campo e da cidade.